sexta-feira, 28 de junho de 2013

Because That's Japan, MOTHERFUCKER #2

No último post falei sobre duas pequenas curiosidades sobre o nosso querido Japão. Agora eu vou lhe apresentar dois casos muito porra louca que fazem com que a gente reflita sobre até onde a mente humana pode chegar. Tenho que admitir, nunca fiquei tão pensativa sobre pessoas doentias desde que assisti Centopéia Humana esse filme é do caralho.
Hey Ho, Let's Go!



Nevada - Tan


Em 2004, Natsumi Tsuji (11 anos) era uma estudante ideal, tirava boas notas, amava basquete, cinema, internet... coisas que qualquer garota comum gosta. Natsumi tinha uma amiga um ano mais velha chamada Satomi Mitarai, e a amizade das duas era muito grande. Porém, um dia, as duas discutem sobre um assunto bobo (popularidade na escola) e a amizade termina já parei de ser amiga de pessoas por motivos mais bobos que isso. Nessa época, Natsumi começou a se interessar pela indústria de cinema de terror japonês. Seu filme preferido era Battle Royale (coincidência que esse filme também é meu preferido?). A menina foi se afastando cada vez mais dos estudos e até criou uma página na internet (alguém mais está notando as semelhanças?) sobre terror, violência extrema, gore e hentai violento (parece o meu Tumblr #emofeelings). Curtia um bom e velho hentai aos 11 anos: essa manja
1° de Junho, 2004: Natsumi leva Satomi a uma sala de aula vazia e vendou seus olhos dizendo que fazer um jogo com ela, e, com um estilete, degolou Satomi. Depois disso, com as mãos e roupas ensanguentadas, voltou para a aula como se nada tivesse acontecido.Seu professor, ao vê-la toda ensanguentada e com um estilete na mão, soltou o alarme, apenas para momentos depois descobrir o terrível acontecimento. 
A polícia deteu Natsumi. "Fiz algo de errado, certo? Sinto muito.". A menina passou a noite na delegacia. No início, não revelou seus motivos, mas depois confessou que fez o que fez por causa de comentários que Satomi fazia na internet, como, por exemplo, a chamar de "gorda". 
15 de Setembro, 2004: Natsumi foi julgada e condenada a passar 9 anos no reformatório da prefeitura de Tochigi. 
O nome Nevada-tan vem do  fato de que a garota usava um casaco azul escrito NEVADA (da universidade localizada em Reno) quando cometeu o assassinato. Nevada-tan siginifica pequena Nevada em japonês.

Caso da Colegial Concretada


  Junko Furuta

Esse é pesado. Se fosse um filme, assistiria de boa, mas só de pensar que alguém faria isso de verdade já começa a me dar uma raiva... Tudo bem que the girl ain't no saint, mas mesmo assim cara. Isso nenhum ser humano merece. Anyways, o que aconteceu já foi, a agora só nos resta espalhar a palavra e esperar que isso nunca se repita. 
Novembro, 1988: A colegial Junko Furuta foi sequestrada por quatro rapazes e mantida em cativeiro por 44 dias na casa dos pais de um deles. Para evitar uma perseguição, eles a forçaram a ligar para os pais dela e dizer que tinha fugido de casa, mas ficaria bem na casa de um amigo. Além disso, também teve que fingir que era namorada de um deles. Os pais do rapaz perceberam que era tudo mentira, mas não puderam falar nada porque um deles era membro da  máfia Yakuza, e ameaçou a usa suas conexões contra eles e seu familiares.
Abaixo você terá uma linha temporal das pricipais torturas, que foram coletadas pelo processo tribunal (isso só me faz imaginar que ainda há mais torturas, algumas que o mundo talvez nunca descubra):
1º dia: Junko é sequestrada e mantida em cativeiro. É obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes e forçada a ligar para seus pais dizendo que fugiu de casa.
Mais tarde, é estuprada, obrigada a comer baratas, beber a própria urina, a se despir na frente de outros, a se masturbar e por fim é queimada com isqueiros e tem objetos inseridos na vagina/ânus.
11º dia: É espancada inúmeras vezes, tem sua face empurrada contra o concreto, as mãos amarradas ao teto e o corpo utilizado como um saco de pancadas. Seu nariz sangrava tanto que Junko só podia respirar pela boca. Halteres foram jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (pois seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços. Um líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, e garrafas foram inserida em seu ânus, causando ferimentos.
20º dia: Não conseguia andar direito devido às queimaduras graves nas pernas. Fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, suas mãos foram esmagadas por pesos e as unhas se racharam. Não bastante, foi espancada com tacos de golfe, varas de bambu, barras de ferro e teve cigarros e espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando hemorragias. Ao final do dia foi forçada a dormir na varanda, no frio.
30º dia: Teve cêra quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros e agulhas transpassadas nos seios. Foi obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente e tesoura foram inseridas na vagina, causando hemorragia grave. Ao final da tortura diária, era incapaz de urinar adequadamente e seus ferimentos eram tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar pelas escadas até o banheiro. Seus tímpanos ficaram seriamente danificados e houve uma extrema redução no tamanho do cérebro.
40º dia: Implorou aos torturadores que a matassem e acabassem logo com "aquilo".
01/01/1989: Junko saúda o Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mais se mover.
44º dia: Tem o corpo mutilado com uma barra de ferro pelos quatro rapazes, que usam um jogo de Mah-Jong como pretexto. Sangrou pela boca e nariz e queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Por fim, derramaram fluído de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois a queimaram. A tortura final durou duas horas.
Junko morreu em choque nesse mesmo dia mais tarde. Estima-se que, ao total, ela tenha sido estuprada 400 vezes.
Os quatro rapazes esconderam o corpo da colegial em um cilindro de 55 galões cheio de cimento, desfazendo-se dela em Koto, Tokio.
Quando a mãe da menina ouviu a notícia e os detalhes do acontecido, ela desmaiou e teve que se submeter a tratamento psiquiátrico ambulatorial (agora, imagine que você tenha uma filha e lhe contassem o que você acabou de ler. Não consigo imaginar como reagiria...)
Agora preste atenção na seguinte frase: "os garotos alegaram não saber o quão machucada Junko estava, pensando que ela estava fingindo". Pronto, agora você pode ter puro nojo da raça humana. 
Eles foram presos e tratados como adultos, mas:  seus nomes nunca foram revelados devido a Lei japonesa sobre crimes cometidos por menores.
She ain't no saint
Pelo amor de Jesus Christ, se alguém me vier com algum tipo de comentário "uh, duhh, vc disse que ela mereceu" eu explodo. ELA NÃO MERECEU ISSO. 
A situação é que a mídia tem mania de vangloriar as vítimas de crimes tão hediondos como esse, dizendo que ela era uma garotinha tão inocente e que nunca fez nada de errado, bla bla. A situação não é essa. 
Junko era aluna de uma escola de má reputação, repleta de delinquentes. Faltava constantemente suas aulas por nenhum motivo e saía com muitos rapazes diferentes. Seus pais e professores, já cansados de sua má conduta, não tinham mais vontade de orientá-la.Por ter o costume de passar noites fora sem avisar ninguém, o mandado de busca só foi pedido por seus pais na segunda noite, e testemunhas oculares a viram entrar em um táxi junto a um dos rapazes que a violentou indo em direção de um Motel naquela noite. O rapaz não portava nenhum tipo de arma que pudesse ser usada para ameaçá-la no momento e, se ela quisesse, poderia ter fugido.
Acima de tudo, sua reputação era péssima e muitos disseram que a garota tinha hábitos suspeitos, além de costumar enturmar-se com membros da máfia Yakuza.

Só quero frizar dizendo que, apesar de eu sempre fazer bricadeirinhas e tals, esse post não é essa situação. Esses dois casos que tiveram lugar no Japão são horrendos e eu nunca, NUNCA, aprovaria algo desse tipo. Filmes são apenas isso, filmes, por isso eu curto assistí-los e comentar/zombar deles depois. O que aconteceu, infelizmente, não é fictício e só quero deixar claro a minha opinião. Moral da história fábula time: Tome cuidado com o que você faz ou com quem você anda. Não é só no Japão que existem pessoas ruins.
Fonte: MedoB

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